Início Produtos Carrinho 0
FARMNEWS NOVEMBRO - 17/11 a 23/11

EUA retiram tarifa de 40% sobre produtos do Brasil como café e carne

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira (20), a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

 

Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump diz que a decisão foi tomada após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323". De acordo com a publicação, essas negociações ainda estão em andamento.

 

Além disso, foram consideradas informações e recomendações adicionais de diversas autoridades que têm acompanhado as circunstâncias relativas ao estado de emergência declarado no Decreto Executivo 14.323.

 

Segundo as recomendações recebidas por Trump, "certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional de 40% imposta pelo Decreto Executivo 14.323, porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil", especifica a publicação oficial.

 

A Casa Branca divulgou, em um anexo, a lista de produtos que deixam de ser afetados pela alíquota de 40%. "Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14.323", diz o texto.

 

Fonte: Agência Brasil

 

Pescados, mel e café solúvel continuam com tarifas de 50%

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva retirando as tarifas adicionais de 40% que estavam sobre 212 produtos agropecuários brasileiros. A medida, que já havia sido precedida pela remoção de uma tarifa global de 10%, beneficia itens essenciais para a pauta de exportação do Brasil, como café não torrado, cortes de carne bovina, frutas (abacate, manga, banana), nozes, cacau e açaí.

 

No entanto, produtos como mel, pescados e café solúvel permanecem taxados em 50%. A lista de isenções também inclui fertilizantes, minérios, combustíveis fósseis e derivados de petróleo.

 

A decisão ocorre em um contexto de pressão inflacionária nos EUA, com queixas da população sobre o aumento de preços de alimentos como carne moída e café, que haviam subido significativamente após a imposição das tarifas em julho.

 

Em seu comunicado, Trump citou o andamento das negociações com o governo brasileiro e a necessidade de combater a inflação interna como motivos para a revisão. A medida foi comemorada pelo setor cafeeiro nacional, que viu as exportações caírem pela metade nos últimos meses. O diretor do Cecafé, Marcos Matos, classificou o anúncio como um "presente de Natal antecipado", destacando o desafio de reconquistar o espaço perdido no mercado americano.

 

O documento finaliza com um alerta de que a administração norte-americana continuará a usar todas as ferramentas para proteger sua segurança nacional e promover seus interesses econômicos.

 

Fonte: Band

 

Mesmo com tarifaço, agro deve exportar recorde de US$ 170 bilhões

 

O corte parcial da tarifa imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros vai ter pouca mudança para o agronegócio. Mesmo com o tarifaço americano, no entanto, o setor deverá ter receitas recordes neste ano, podendo chegar a US$ 170 bilhões.

 

Nos últimos três meses, período da vigência das tarifas norte-americanas, o Brasil colocou produtos no valor de US$ 44,7 bilhões no mercado externo, 5,4% a mais do que em igual período de 2024. Já as receitas provenientes dos EUA caíram para US$ 2,2 bilhões, 28% a menos.

 

Dois dos principais produtos da balança comercial do agronegócio brasileiro, café e carne, vivem momentos bem diferentes. Os americanos compraram 56,6 mil toneladas de café no trimestre mencionado, 40% a menos. Mas não foram só os americanos que reduziram as compras. Dos cinco principais importadores, apenas o Japão manteve volume semelhante ao de agosto a outubro de 2024.

 

A Alemanha, principal mercado do Brasil, comprou 37% a menos no período; a Itália, 29%; a Bélgica, 46%, e a Espanha, 26%. Parte dessa redução pode ser explicada pela antecipação de compras no segundo semestre de 2024, quando a oferta de café era bastante incerta, devido a eventos climáticos no Brasil e no Vietnã, os dois principais produtores mundiais. Além disso, a ameaça da União Europeia de pôr em prática a lei antidesmatamento no início deste ano acelerou as importações pelos europeus.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 

Colheitas dos EUA avançam e relatório do USDA confirma ritmo

 

O avanço das lavouras nos Estados Unidos voltou ao radar do mercado após a retomada das atualizações semanais. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) recolocou em circulação o relatório de Progresso das Culturas em 17 de novembro, depois de seis semanas sem divulgação durante a paralisação parcial do governo americano.

 

O documento mostrou que as colheitas de milho e soja de 2025 estavam praticamente concluídas até 16 de novembro, muito próximas das médias de 2020 a 2024. Nos principais estados produtores, o milho chegou a 91% da área colhida, ritmo semelhante aos últimos cinco anos, com avanços expressivos em regiões como Illinois, Indiana e Iowa. A soja alcançou 95% de conclusão, ligeiramente abaixo da média recente e do desempenho do ano anterior.

 

O relatório também confirmou percepções de mercado sobre o plantio do trigo de inverno, que seguiu em compasso típico mesmo sem dados oficiais nas semanas anteriores. A semeadura para a safra de 2026 atingiu 92% até 16 de novembro, próximo do padrão histórico.

 

Em estados responsáveis pelo trigo vermelho de inverno, o ritmo variou conforme o impacto do atraso na colheita de outono, especialmente na região central de Kansas, segundo relato de liderança setorial. A emergência do trigo alcançou 79% na média nacional, com indicadores variados entre os estados.

 

Fonte: Agrolink

 

Safra 2025/26: plantio da soja acelera no RS

 

O plantio da soja no Rio Grande do Sul avançou significativamente, passando de 28% para 43% da área projetada de 6,7 milhões de hectares, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS divulgado em 19/11. O crescimento foi impulsionado pela umidade adequada do solo e pela liberação das áreas de culturas de inverno. As lavouras já estabelecidas apresentam emergência uniforme, bom estande de plantas e desenvolvimento inicial satisfatório.

 

Apesar do progresso, o ritmo atual está ligeiramente atrás do registrado no mesmo período de 2024, quando 50% da área já estava plantada. A Emater/RS atribui parte desse atraso a limitações de crédito e restrições financeiras em algumas regiões, que dificultaram a definição das áreas a serem cultivadas. Essas incertezas levaram a renegociações nos valores de arrendamento entre produtores, refletindo a expectativa de menor retorno financeiro por unidade de área nesta safra.

 

Quanto ao milho grão, a semeadura atinge 84% da área estimada de 785 mil hectares. As lavouras se beneficiam de condições climáticas favoráveis, com 70% em desenvolvimento vegetativo e 21% em fase reprodutiva. A produtividade é estimada em 7.370 kg/ha. Já o plantio de milho silagem, que alcança 366 mil hectares, é realizado de forma escalonada para mitigar os riscos associados ao fenômeno La Niña, com expectativa de alta produtividade.

 

Fonte: Revista Cultivar

 

Avanço dos defensivos biológicos revela o desafio de entender o mercado antes da compra

 

O mercado de defensivos biológicos vive uma das expansões mais aceleradas da história do agronegócio brasileiro. Segundo a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), o mercado brasileiro de defensivos biológicos foi avaliado em aproximadamente R$ 5,7 bilhões na safra 2024/25.

 

Considerando um CAGR de 8% até 2030, estimativas da Yeb apontam que o setor pode alcançar entre R$ 6,1 bilhões e R$ 6,6 bilhões já na safra 2025/26. A demanda segue concentrada em culturas como soja, milho, cana, algodão, café e hortaliças.

 

Um estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) indica que, em 2021, os bioinsumos movimentaram cerca de R$ 3 bilhões no país — o que mostra que o setor quase dobrou de tamanho em cinco anos, refletindo a rápida adoção das tecnologias biológicas no campo.

 

O avanço é evidente e trouxe novos desafios para produtores e compradores: oscilações de preço entre ativos, maior pressão regulatória, entrada constante de novas marcas e a dificuldade de identificar as melhores oportunidades de negociação. Em um mercado que muda rapidamente de uma safra para outra, decisões de compra passaram a exigir mais clareza, previsibilidade e bases de comparações consistentes.

 

Foi nesse cenário que a Yeb lançou o Biológicos by Yeb, a primeira plataforma de inteligência de mercado dedicada exclusivamente ao setor. 

 

Fonte: Globalfert

 

Agro apresenta produção sustentável do Brasil

 

"Oh, my God". Nos bastidores da Conferência do Clima (COP30), a expressão de surpresa em inglês para "Oh, meu Deus" era a mais ouvida quando os estrangeiros visitavam a área de demonstrações da produção agrícola sustentável do Brasil na Agrizone, espaço dedicado ao setor no evento.

 

Negociadores chave para as discussões realizadas em Belém (PA) puderam ver, no campo, práticas que contribuem no combate às mudanças climáticas e, com isso, o agronegócio acredita que cumpriu seu papel de ampliar a participação do setor nos debates globais.

 

"Cria-se uma nova camada na COP que não existia. Levamos de 20 mil a 25 mil pessoas à Agrizone, mais de 30 negociadores de agricultura passaram por lá de toda parte do mundo", afirmou Marcelo Morandi, chefe da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa, durante evento sobre o legado do agro na conferência climática.

 

Morandi, que também é membro da delegação de negociadores do Brasil para agricultura na COP30, acredita que o país conseguiu mostrar como os processos funcionam no campo e o efeito causado nos visitantes surpreendeu positivamente.

 

"Acho difícil ter uma Agrizone em todas as COPs, mas na memória dos negociadores eles vão levar essa imagem, desse legado. Cabe a nós mostrar que a agricultura é parte do problema, mas pode ser parte da solução (para a crise climática)", ressaltou.

 

Em contrapartida, ele observa que, agora, o setor também terá de saber como utilizar da melhor forma a imagem que deixou. "A gente precisa saber usar, isso pode virar outra coisa se não usar corretamente", alertou.


Fonte: Globo Rural