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FARMNEWS NOVEMBRO - 10/11 a 16/11

Safra 2026: IBGE estima produção em 332,7 milhões de toneladas

 

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026, declínio de 3,7% (12,9 milhões de toneladas a menos) em relação à safra de 2025.

 

Por sua vez, a safra de 2025 estimada em outubro foi de 345,6 milhões de toneladas, 18,1% maior que a obtida em 2024 (52,9 milhões de toneladas a mais), sendo recorde da série histórica do IBGE

 

O declínio da produção em 2026 deve-se, principalmente, à menor estimativa prevista para o milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas), sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas), arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas), algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou -466,9 mil toneladas), trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas), feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas) e amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas). Para a soja foi estimado crescimento de 1,1% na produção (ou 1,8 milhão de toneladas).

 

“Em 2025, nós tivemos condições climáticas muito favoráveis para a maioria das culturas e das unidades da federação, com recordes na produção de soja, milho, algodão e sorgo, além de uma safra muito boa para o arroz.

 

Fonte: IBGE

 

Índice de poder de compra de fertilizantes melhorou em outubro

 

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou em outubro melhora de cerca de 2% em relação a setembro, passando de 1,19 para 1,17. O indicador, divulgado mensalmente pela Mosaic, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas. Quanto menor o valor do índice, mais favorável é a relação de troca, indicando maior poder de compra do produtor rural em fertilizantes.

 

Segundo o levantamento, os fertilizantes apresentaram queda média de 3%, influenciada pela desvalorização da ureia e do MAP. O cloreto de potássio (KCl) manteve estabilidade, acompanhando a demanda global por potássio, que segue em equilíbrio. Essa movimentação contribuiu para uma relação de troca mais favorável ao produtor rural, uma vez que a compra de insumos ficou relativamente mais acessível frente às commodities agrícolas.

 

Apesar da leve alta de 0,3% no dólar, impulsionada por ajustes do mercado diante de conflitos geopolíticos e fatores internos, o impacto cambial sobre o IPCF foi limitado. A valorização da moeda norte-americana não compensou a queda dos preços dos insumos, resultando em um saldo positivo para o índice.

 

No lado das commodities agrícolas, que compõem o outro eixo de cálculo do IPCF, outubro apresentou queda média de 1,5%. O milho foi a única exceção, com leve alta de 0,3%, enquanto soja (-0,6%), algodão (-3,2%) e cana-de-açúcar (-2,6%) registraram recuos.

 

Fonte: Globalfert

 

Programa Armazéns Solares é lançado na COP20

 

Com um investimento inicial de R$ 6,9 milhões, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dá um passo estratégico rumo à sustentabilidade e à autonomia energética com o lançamento do Programa Armazéns Solares, uma das principais iniciativas do programa Conab Verde, que prevê uma série de práticas sustentáveis e transição energética na estatal.

 

O anúncio, durante a COP 30, em Belém (PA), marca o início de uma nova fase da Companhia, voltada à geração própria de energia limpa e à modernização de suas unidades armazenadoras.

 

O Armazéns Solares é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e prevê a instalação de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede (SFVCR) em 21 unidades armazenadoras distribuídas por diferentes regiões do país.

 

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo que deverá alcançar todas as 64 unidades da Conab nos próximos anos, com o objetivo de reduzir custos com energia elétrica, aumentar a eficiência operacional e descarbonizar a matriz energética da empresa.

 

O projeto está em conformidade com decretos federais que incentivam o uso de fontes renováveis e boas práticas ambientais na administração pública, além de contribuir diretamente para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 da Organização das Nações Unidas (ONU), que propõe garantir o acesso universal à energia limpa até 2030.

 

Fonte: Conab

 

Governo atualiza mapa de pragas quarentenárias no Brasil

 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicou a Portaria SDA/MAPA nº 1.443/2025, que altera a lista de pragas quarentenárias presentes no país, constante do Anexo da Instrução Normativa nº 38, de 1º de outubro de 2018.

 

A normativa inclui o município de Almeirim (PA) como área com ocorrência da praga Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae), que afeta a cultura da mandioca, e o estado do Rio Grande do Norte como unidade da federação com ocorrência da praga Xanthomonas campestris pv. viticola, que incide sobre a cultura da videira. Ambas são classificadas como pragas quarentenárias presentes e já eram monitoradas pelo Mapa, com programas nacionais específicos de prevenção e controle.

 

Com a atualização, as novas áreas de ocorrência passam a seguir as regras de trânsito para vegetais hospedeiros dessas pragas, conforme as normas específicas de cada programa. No caso da mandioca, por exemplo, fica proibida a saída de material de propagação dessas áreas para regiões indenes, a fim de evitar a disseminação da praga.

 

De acordo com o coordenador-geral de Proteção de Plantas, Ricardo Hilman, além do impacto direto das pragas nas novas áreas de ocorrência, a atualização reforça a importância da vigilância fitossanitária e do controle do trânsito de vegetais hospedeiros. A portaria entrou em vigor na data de sua publicação.

 

Fonte: Mapa

 

Produção de trigo no Brasil deve cair 2%, aponta StoneX

 

Na revisão de novembro, a StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para baixo a estimativa para a produção brasileira de trigo da safra 2025/26. Agora, as expectativas estão em 7,35 milhões de toneladas, queda de 2% em relação ao relatório anterior.

 

Os ajustes negativos para a produtividade ocorreram no Rio Grande do Sul e no Paraná, os dois maiores estados produtores do país, que registraram volumes elevados de precipitação nas últimas semanas, sobretudo no final de outubro e início de novembro, inclusive com episódios de granizo. Diante desse cenário, a consultoria realizou um leve corte na produtividade, e o clima permanece como ponto de atenção até a conclusão da colheita.

 

No balanço de oferta e demanda, além do ajuste da produção, houve um corte das exportações, uma vez que o real está um pouco mais fortalecido perante o dólar, situação que tende a prejudicar a competitividade do cereal brasileiro.

 

A oferta global está confortável, com vários países com trigo disponível para embarques ao exterior, a preços competitivos. A Argentina, por exemplo, caminha para alcançar um resultado recorde na colheita da safra 2025/26.

 

Fonte: Revista Cultivar

 

Agricultura brasileira é referência de sustentabilidade global na COP30

 

Durante o 4º dia da COP30, realizada em Belém (PA), os debates sobre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro em relação às mudanças climáticas ganharam destaque.

 

Acordos e negociações sobre temas que permeiam o agronegócio ganharam protagonismo no evento, sobretudo porque o Brasil é o maior produtor de alimentos do mundo.

 

Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acompanhou de perto as discussões na chamada "bluezone", área destinada às decisões sobre políticas climáticas.

 

Segundo ele, as negociações seguem o modelo de consenso, sem votação, o que contribui para a demora na definição de acordos internacionais. "Isso aqui é uma negociação que demora 2 semanas", destacou Ananias.

 

Entre os principais pontos da pauta, o financiamento para implementação do Acordo de Paris permanece como um dos maiores obstáculos. "Temas importantes, como financiamento, ainda criam bastante barreiras", afirmou o representante da CNA. A dificuldade, segundo ele, está na definição das obrigações que recaem principalmente sobre os países em desenvolvimento, como o Brasil.

 

Fonte: Band

 

Os insumos biológicos avançaram, mostra estudo

 

O uso de insumos biológicos ganhou força na safra 2024-25, em meio à busca por alternativas de manejo e ao aumento da oferta de produtos no mercado. Na atualização mais recente, o levantamento FarmTrak Bioinsumos da Kynetec indica que as vendas de biodefensivos chegaram a R$ 4,35 bilhões, alta de 18% em relação ao ciclo anterior.

 

O estudo descreve que produtores têm recorrido a soluções adicionais e que houve forte entrada de novas marcas, conforme contexto citado pelo analista responsável.

 

A pesquisa mostra que soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e hortaliças-frutíferas respondem pela quase totalidade da demanda, com a soja representando 48% do total. Os dados apontam que os bioinsumos já equivalem a cerca de 5% do mercado de proteção de cultivos e que o segmento se quadruplicou desde 2020.

 

“Produtores buscam meios inovadores para complementar o manejo e também registramos uma ‘enxurrada’ de novas marcas e produtos biológicos na safra”, resume Felipe Abelha, especialista em pesquisas da Kynetec.

 

Fatores como resistência de pragas, variação de preços de insumos tradicionais e exigências internacionais contribuíram para o crescimento. Entre as categorias, bionematicidas lideram com 44%, seguidos por bioinseticidas com 39% e biofungicidas com 17%.

 

Fonte: Agrolink